- R E V I S T A N A V A L -
O NAVIO MONITOR PARNAÍBA
O Parnaíba está em serviço a 61 anos, e pelo jeito esse velho valente, apelidado carinhosamente pelos tripulantes que por ele passaram de "Jaú do Pantanal", permanecera prestando bons serviços a Marinha do Brasil por outros longos anos.

O Monitor Parnaíba U-17 antes da modernização
O monitor encouraçado Parnaíba é o mais antigo navio da Marinha ainda em serviço, foi projetado e construído pelo AMRJ (Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro) especialmente para operações fluviais, sua quilha foi batida em 11 de junho de 1936 e incorporado em 06 de novembro de 1937, chegando a base naval de Ladário, sede da Flotilha do Mato Grosso, em 02 de fevereiro de 1938 aonde passou a ser subordinado e aonde serve até os dias de hoje.
O monitor Parnaíba é o único navio da Marinha, ainda na ativa, a ter participado da 2ª Guerra Mundial, sendo que em novembro de 1943 foi transferido da Flotilha do Mato Grosso para o então Comando Naval do Leste a fim de participar das operações de guerra, e lá se manteve até 20 de dezembro de 1944 quando partiu do porto de Vitória para ser reincorporado a Flotilha do Mato Grosso.
Durante as operações de guerra o monitor Parnaíba participou de diversas missões de proteção ao trafego marítimo e patrulhamento da costa, destacando-se, também, sua participação em escoltas a seis comboios de saída do porto de Salvador e do encouraçado norte-americano Iowa, quando também de passagem pelo mesmo porto.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial o monitor Parnaíba U-17 passou a operar em apoio a tropas de fuzileiros navais em transporte patrulhamento fluvial e apoio a operações humanitárias às populações ribeirinhas ao longo da bacia fluvial desde o pantanal do Mato Grosso até as fronteiras fluviais com o Uruguai, Paraguai e Argentina.
O Parnaíba foi o último navio da marinha a operar com maquinas alternativas a vapor, pois em 1998 iniciou-se uma grande modernização que visou adequá-lo as operações fluviais da Marinha para o próximo século na região pantaneira. Nessa modernização foram substituídos totalmente seu grupo propulsor por motores Diesel, instalação de novos equipamentos eletrônicos, implementação de um convés de vôo para operação de helicópteros de médio e pequeno porte Esquilo e/ou Jet Ranger e a substituição de seus antigos canhões de 40 mm/L 60 por canhões de 40 mm/L 70 mais modernos reaproveitados das fragatas classe Niterói.

Características técnicas (antes da modernização de 1998/1999)
| Comprimento: | 55,0 metros |
| Boca: | 10,1 metros |
| Calado: | 1,60 metros |
| Deslocamento leve: | 620 toneladas |
| Deslocamento carregado: | 720 toneladas |
| Potência: | 1.300 shp |
| Armamento principal: | 2 canhões Bofors L/60 de 40 mm |
| Armamento secundário: | 6 canhões Oerlikon de 20 mm |
| Blindagem: | 3 polegadas em volta da praça de máquinas |